domingo, outubro 22, 2006
Unique
Depois que a festa acabou seguimos um caminho de mais ou menos três quilômetros. Eram cinco horas da manhã e o sol já estava nascendo. Quando estavamos lá no alto da ponte atravessando-a vimos embaixo os trilhos de trem. No horizonte, as siluetas dos prédios. Os pequenos raios de sol vindo em nossa direção. Foi um momento em que, pela primeira vez na vida, senti prazer por estar naquele lugar. O leve toque de vermelho nas nuvens e o vento azul, frio e úmido, passando por nosso rosto.
Foi único.
escrito por: Linus | |
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sábado, outubro 21, 2006
Always.
Sinto-me dividido entre aquele que me salva e aquele que me destrói. Perceber que todos na festa estão tranquilos, dançando como se tudo estivesse azul. Um azul sombrio, pelo menos para mim.
Por toda a riqueza deste planeta eu percebo uma coisa: todos dançam a mesma música, divididos pela nobreza e pelo egoísmo, enquanto seus corações se destroem, azul-mente.
Tudo que eu tenho é pré-ocupação. Eu só tenho 1 (uma) alma que está intencionada para o bem. O bem que me faz mal. Nunca temos intenções de prejudicar, apenas de fortalecer. Sobre-viver.
E a chuva, como sempre, continua a cair, docilmente sobre nossas cabeças. Cada gota brilha como nunca. É possível formar figuras na chuva, assim como formamos com as nuvens.
E eu não gosto disso.
escrito por: Linus | |
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quarta-feira, outubro 18, 2006
Ui
Sinto que posso criar asas neste exato momento e tornar minha mente um baú de histórias para dormir e fazer nossa mente viajar para um lugar onde o chão é de alfinetes forrado por um tapete vermelho. Nele, andamos com toda classe e elegância do mundo.
Pronto.
escrito por: Linus | |
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sábado, outubro 14, 2006
Só para lembrar
O COMPLEXO DE PORTNOY.
escrito por: Linus | |
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Stealing beauty
O som da beleza encantado pela feiura de seus olhos. A graça do seu andar desengonçado. O horror de sua boca. A cor de seus cabelos que te deixa grotesca. Eu vejo a beleza de se tornar bonito. Apenas.
escrito por: Linus | |
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domingo, outubro 08, 2006
...
Eu tenho que correr o risco de tentar ser livre. Livre para sempre, para todo o sempre. O infinito que diz para o meu coração que não há motivos para pressa!
Não mais. Nãomais.
escrito por: Linus | |
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sexta-feira, outubro 06, 2006
Post blue
Quando alguém se encontra num estado de desespero não consegue pensar em algo racional. A cor vermelha significava para ele, Alan, um estado de desespero. Vermelho. Parecia que tinha tomado um porre. Um verdadeiro alcoólatra, mas na verdade nunca bebera na vida.
Andava de um lado para o outro em sua própria casa. Imaginava como ficariam suas paredes se estivessem pintadas de vermelho. Vermelho sangue. Sangue, sofrimento. Ele gritava para alguém que não estava ali. Era desespero, puro desespero. Pipoca. Comia apenas pipoca com ketchup. Era tudo muito estranho. Não conseguia imaginar, ter criatividade. Tudo parecia estar perdido.
Quando saia de casa esquecia de tudo. Até do próprio nome ele esquecia. Não lembrava de sua idade, de seus amigos inexistentes, de seus relacionamentos que nunca acontecera. Pensava na borboleta. Uma simples borboleta. Será que ela carregava suas memórias de lagarta ou tudo começava do zero, como um espírito reencarnado?
Seus pés não o agüentavam. Andava sem equilíbrio, parecia que pisava sobre nuvens e sob as nuvens havia agulhas que faziam seus pés sangrarem. Sangrarem até fazer com que ele perdesse toda sua força até que o matasse.
Morte. Morrer era uma virtude que ele admirava. Virtude. Sim, considerava uma virtude. Abandonar este mundo vermelho podre e passar para um plano onde o vermelho só se encontrava nas flores.
Como ele gostaria de se ver livre de todo esse sofrimento. O sofrimento de alguém preso, aprendendo, evoluindo. Queria ser logo perfeito e se tornar infinito espiritualmente. Queria se tornar azul.
escrito por: Linus | |
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quinta-feira, outubro 05, 2006
Please
Pelo menos uma vez na vida serei mais legal, mais simpático, mais feliz. Vamos sair correndo, vamos sair deste país e tentarmos ser mais felizes do outro lado do mundo, nos polos, no Espaço! Vamos pegar carona naquele vento e ultrapassar a velocidade dos aviões perigosos. Vamos só sair daqui.
Let's get out of this country...let's get out of this world!
escrito por: Linus | |
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quarta-feira, outubro 04, 2006
I'm just a baby

Bruno estava feliz. Não sabia o por quê, mas estava feliz. Ele abrira seu caderninho de anotações, onde anotava todos os rascunhos de suas histórias e começou a criar uma. As palavras surgiam no papel sem demora, conforme sua imaginação ia criando. Estava sentado no banco duro do vagão do trem. Seu rumo? Ele não sabia.
Começou a escrever sobre uma certa borboleta que faz uma viagem de trem. Lembrou de um certo filme que cita tal história e se inspirou. Pensou, pensou, porém não parou de escrever. Tudo muito rápido. Agilidade. Agilidade. Sua mente parecia uma Maria-Fumaça. Os calos de seus dedos nem doiam mais. O que importava era o prazer de escrever.
Quando o trem chegou na última estação Bruno terminara a história. Não havia erros, não havia defeitos. Estava tudo estética e gramaticalmente correto. Era perfeito, era perfeito. Perfeição era o nome de uma certo nervo presente no seu cérebro.
Saiu do trem e correu. Correu, correu, correu, correu. Ele caiu, o caderninho com a história da borboleta que viajava de trem saltou de sua mão e foi parar na linha do trem no mesmo momento em que o trem começara a andar. Tudo estava perdido. Bruno, por sua vez, não se mostrou alterado, mas sim sereno. Ficou ali, contemplando o estrago feito pelo trem. Pegou sua camêra fotográfica digital e tirou fotos do caderninho arrebentado. Achou a foto artística. Ao chegar em casa, editou as fotos no photoshop e montou uma exposição. Que sucesso foram as fotos.
escrito por: Linus | |
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The model
Te vejo amanha, e depois e depois. Acontece que gostaria de te ver pra sempre. Nem te conheco, porra!
E eu fico olhando a foto da modelo vestida de menina.
escrito por: Linus | |
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segunda-feira, outubro 02, 2006
Beyond the sunrise
Olá. Meu nome é Narrador e eu vou narrar a história de uma menina. Ainda não sei bem sobre o que se trata, pois a história ainda não foi criada. Ela será criada na medida em que eu for narrando. O único instrumento que usarei será a criatividade.
Estamos olhando a cidade do alto. O céu está azul, as árvores verdes, e os telhados de cerâmica bem vermelhos. Os passarinhos cantam, as crianças brincam e os Girassóis acompanham o sol de meio dia, as donas de casa estão cuidando da casa, os chefes de família estão em seus trabalhos. Uma vizinhança perfeita onde todos os jardins são verdes o suficiente e as familias felizes o bastante.
A menina em questão se chama Lucy. Seu sobrenome não sera revelado para manter sua privacidade. Lucy encontra-se dormindo em sua cama macia. Seu gato Nicky Lu está dormindo ao seu lado, ronronando de um jeitinho gostoso que faz parecer música para os ouvidos de Lucy. Ela está dormindo, sim. Apesar da hora. Os raios fortes de sol penetram a cortina espessa e chegam até o rosto de Lucy que, no mesmo momento, joga o cobertor em cima do rosto.
Uma batida. Duas batidas. Três batidas.
Ela acorda. Ela é acordada. Odeia ser acordada, muito menos por sua mãe. Mais um sonho desperdiçado. Ela então levanta, lava o rosto, troca a roupa e pega uma maça. Ao abrir a porta de casa sente o perfume do dia. Os dias ali são sempre perfumados. Sua mãe dizia que Deus acabara de borrifar um perfume francês.
Montara em sua bicicleta e partira para o riacho. Adorava o riacho e sempre ia para lá todos os dias. Lucy não estudava, aliás, para matar uma certa curiosidade, ninguém naquela vizinhança estudava. Todos nasciam inteligentes. Ela, então, ia ao riacho, todos os dias, para se distrair. A água era sempre morna, mas nunca tomava banho. Ela gostava era de pendurar-se nas árvores e correr atrás de coelhos selvagens.
Coelhos selvagens. Eu, narrador, lembro-me de quando Lucy caiu no buraco ao correr atrás do coelho. O buraco do cogumelo, mas esta história jamais será contada.
No final da tarde, Lucy estava cansada e queria dormir mais. Sempre fora uma dorminhoca e estava disposta a tirar mais dez horas de sono. Voltara com sua bicicleta, mas no meio do caminho ela sentiu o chão levantar-se. Em poucos segundos Lucy estava pedalando no alto das nuvens. Uma pequena poeira de nuvens ficava para trás e ela estava maravilhada. Elefantes magros e girafas gordas cruzavam seu caminho, assim como extraterrestres bebendo martini. Lucy adorava quando isso acontecia.
Cogumelos. Lucy vivia no páis dos cogumelos. E não era um sonho.
Lu.
escrito por: Linus | |
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