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quinta-feira, agosto 31, 2006


Colors



Eu ando por aquela rua de ladrilhos vermelhos vivos. O céu já fora azul um dia. Agora vejo-o laranja, como se estivesse no final da tarde. O sol se pondo. Mas ainda é de manhã, fazem apenas 2 horas que o sol nasceu. E ele já não é mais amarelo. É branco. Branco como as nuvens já foram um dia.

As árvores não estão presas ao chão nem ao céu. Flutuam horizontalmente sobre nossas cabeças. O mar não existe. Uma substância amarela toma conta de todos os oceanos, rios e lagoas.

O clima anda estranho, pois não sei identificá-lo. Não é frio, nem calor. É ácido. Tento agora me equilibrar sobre penas, postas uma em cima da outra. Balanço pra lá e pra cá e não tenho medo de cair. Uma força universal me mantém preso sobre as elas e se eu cair não irei me machucar. O chão é feito de algodão roxo.

Meu sangue é vermelho; muito mais vermelho que o vermelho que todos estavam acostumados a ver. O sangue dói aos olhos. Mata.

escrito por: Linus | @ | |

quarta-feira, agosto 30, 2006


Florestas



Acho que é madrugada. A chuva continua a cair. Caos total. Me sinto perdido, tudo parece inacreditável. Acho que não sairei vivo daqui. As árvores parecem se tornar mais altas e mais estreitas. O chão mais lamoso e molhado. Os vermes parecem brotar de minha própria pele. Sinto sede e fome. Começo a fraquejar e cambalear. Não sei em que direção estou - norte, sul, leste, oeste. Acho que, mesmo se soubesse, não faria diferença. Estaria perdido do mesmo jeito. A floresta parece se estender na medida que eu avanço; parece não ter fim. A luz do sol já não alcança o chão. O ar se torna pesado e umido. É calor e frio ao mesmo tempo. Tudo me sufoca.

Será que alguém ouvirá meus gritos?

escrito por: Linus | @ | |

segunda-feira, agosto 28, 2006


Glory box


Uma sensação inexplicável e eu estou farto disso. Quero sentir de verdade ao som daquela música.




Que merda isso.


"Give me a reason to love you"

escrito por: Linus | @ | |

Strangers




Como posso me sentir neste momento?
Como?
Como?
Sinto uma estranha leveza. Os leves sons, as leves batidas, os intensos gemidos. Uma estranha percepção do surreal. Ao sentir um estranho desejo em um dia caótico, onde é inspirado a loucura e expirado o amor; a paixão.

strangers.

escrito por: Linus | @ | |

sábado, agosto 26, 2006


Gypsy King



Hoje eu tive a imagem na minha mente de uma história bem bizarra, baseada, em partes, em certos acontecimentos. Um caldeirão de idéias, coisas inusitadas, em um lugar onde você jamais imaginaria que certa coisa pudessem acontecer. Um temor de sua própria mente. Apesar de ter a imagem da história em minha cabeça, seria impossivel relatá-la aqui ou em qualquer outro lugar. Seria impossível organizar os pensamentos em palavras. Preciso descobrir um meio alternativo, onde tudo poderia se encaixar perfeitamente.

Todos nós temos aquela sensação de que o momento em que vivemos é estranho, beirando ao desconhecido.

*estou aqui, sozinho em um quarto vermelho e vazio, me equilibrando na ponta de um alfinete de cor branca*

É mais do que fantasiar. É se desesperar por aquilo que você não conhece. Absurdos. Medo. Pânico. Eu diria que é uma alucinação. Os nossos temores podem se tornar em algo sólido. Talvez seja uma boa alternativa para nós abandonarmos todos eles de nossa mente; torná-los algo criativo e inusitado. Transformá-los em arte. em paixão.

escrito por: Linus | @ | |

quinta-feira, agosto 24, 2006


Lycanthropy



De tanto escutar Lycanthropy do Patrick Wolf, eu sonhei que arrancavam o pênis de alguém fora. To traumatizado até agora!

João e Amélia

João e Amélia se conheceram quando estavam tentando se suicidar na mesma ponte. Foi uma puta de uma coincidência, mas João, como era esperto e acreditava nas forças do universo, não diria que era uma coincidência. Diria que era o próprio destino. Após se entreolharem na ponte, ambos ficaram com vergonha de pular e resolveram puxar assunto. Amélia, como era lerda em seus raciocínios, não sabia o que falar. Esperou, então, João começar a falar algo, já que ambos estavam se olhando.

Pronto. Estava feito. Conversaram. Se conheciam. Foram tomar um café na cidade e puderam conhecer melhor um ao outro. Sentiam uma mágica incrível no coração. Não acreditavam que haviam se conhecido, assim pensavam.

Que engraçado, meu Deus.

que engraçado.

escrito por: Linus | @ | |

quarta-feira, agosto 23, 2006


João


João era o tipo de rapaz que prezava a inteligência. Apesar de jovem, já havia lido todos os clássicos da literatura mundial; escutava somente músicas clássicas e underground. Era o perfeito rapaz prendado. Tinha bom raciocínio, não ligava pra futilidades e desprezava a hipocrisia. Pessoas mentirosas passava longe dele. Apesar de tamanha inteligência, João era solitário. Não era feio, mas nunca namorara e nem tivera uma sequer paquerinha na vida. Achava isso frustrante, mas procurava não pensar muito no assunto.

As pessoas costumavam zombar dele, pois ele não era do tipo de seguir a moda. Não comprava aquele tênis de $350, e nem aquela camisa com estampa descolada. Não gostava de ouvir música dançante e nem assistia filmes em terceira dimensão. Seu cabelo nunca fora tingido, ainda mantinha aquele brilho juvenil. Não era invisível e nem se misturava no meio da multidão.

Que vida, meu Deus!

Certo dia, João cansou de tudo isso e acabou sendo sugado pela mente de tantas pessoas. Nunca mais se ouviu falar de João. Apenas João.

escrito por: Linus | @ | |

terça-feira, agosto 22, 2006


Amélia


Amélia pensava em um dia ser grande. Não em tamanho, mas como pessoa. Se sentia muito inferior aos demais. Enquanto os outros liam livros clássicos ela lia os mais contemporâneos e simples, pois não conseguia entender a linguagem de outrora. Era complicado pra ela, tinha um raciocinio muito fraco. Sempre fora assim, desde a época de escola. Era apreciada apenas por sua beleza, nada mais. Não era burra, longe disso, apenas uma desprovida de sucesso, por razões pessoas, de sua própria mente.

Apesar de ser péssima em raciocinio, Amélia era ótima pessoa. Era amável, respeitável, doce, solidária e estava sempre disposta a ajudar as pessoas. Essas eram suas qualidades. Ela, que já havia lido e entendido A Hora da Estrela, de Clarice Lispector, se sentia uma Macabéa da vida. "Que horror de vida, tenho eu", dizia pra si mesma, antes de dormir. Sentia o frio da noite e sonhava em ter um namorado, pra dormir abraçada com ela. Como uma moça direita, Amélia não deixava ser aproveitada por sua beleza não. Prezava muito o respeito, porém não tinha muito sucesso.

Que infelicidade a vida dessa pobre menina rica, meu Deus!

Acontece que ela era tão boa que a ganância e a hipocrisia dos demais engoliu todos os sonhos dela. Amélia sumiu, e nunca mais apareceu aos olhos de pessoas como você.

escrito por: Linus | @ | |

And now we're alone


Hoje bateu aquela vontade de pegar aquele cd do Placebo escondido no fundo da gaveta onde eu guardo e colocar pra tocar. Foi uma sensação estranha, pois fazia tanto tempo que eu não escutava. Desde o show, pra falar a verdade, e foi como se eu nunca tivesse escutado. Não lembrei das letras. Demorei pra reconhecer as músicas. Me pergunto se já fui fã um dia, realmente.

Memória. Tempo. Tudo perdido, meu Deus.

E durante esse meio tempo de vagabundagem penso no próximo domingo, dia 27. Será realizado o ENEM, finalmente, e eu vou fazer. Meu formulário de confirmação chegou hoje e por sorte vou fazer a prova na minha própria escola. Parece até que o INEP adivinhou que sou preguiçoso. Se estou preparado? Espero que sim!

'Walk away to save you face
you never were a genious
Walk away to save your face
you never were an actor

I'm curse with the second sight, so'

É que eu quero ajuda minha comunidade indigena! *quem vai fazer ENEM entendeu*

escrito por: Linus | @ | |

segunda-feira, agosto 21, 2006


drowned


Tantas vezes que passei por aquela rua, e todas as vezes eu sentia aquilo. Eu sabia. Meu sexto sentido, minha premonição, estava sempre ali presente, sempre atenta. Só precisava de uma confirmação. Minutos, segundos, momentos. Acontece.

Fazer aquilo que é certo: esperar, esperar, esperar. Eu posso tentar um dia, arriscar, mesmo sabendo se é ou não correto. Preciso trabalhar isso, evoluir. É um dom?

"a curse"

.

Um gato preto crusa o meu caminho. Começo a pensar que este é o meu último dia vivo. A visão se torna escura, cheia de sombras. Os sussurros aumentam, como se estivessem conspirando. Abro a janela no meio da tarde e o céu está escuro. Frio, muito frio. Ninguém parece me conhecer mais, as portas mudam de lugar, objetos desaparecem.

"caos (cá-os). s. m. Confusão de todos os elementos antes de se formar o mundo; grande desordem."

Olhe. Lá vem o sol. *por favor nunca vé embora*

Sinto estar me afogando em um mundo desconhecido cheio de desordem e caos. Cada milimetro afundado é um desespero sendo derramado.

Estendo meu braço a espera de alguem vir me salvar.

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escrito por: Linus | @ | |


Contradições. Depois de ficar horas sentado na mesma posição pensando naquilo que seria impossível, faço o contrário. Pois assim sou, contraditório. Surto. Surto. Muitos dizem que surto, que sou impulsivo. Agir por impulso é natural de qualquer ser humano, apenas controlado por alguns.

Então, mudo a roupa, mudo os móveis, limpo e ajeito as coisas.

Parece merda, mas não é. Abra a porta e deixe o bom cheiro de cidade poluída entrar. Vai te aliviar. Acredite. Comigo foi a mesma coisa. Veja agora como estou: louco, louco, louco; maníaco. Louco.

escrito por: Linus | @ | |

terça-feira, agosto 15, 2006



Sombras. Ai, mas estas sombras que vêm para me botar medo. Você não veio me dar aquele beijinho de boa noite e dizer aquelas palavras doces de todas as noites. Ai, as sombras. Tenho muito medo. Sem teu beijinho não durmo, não sonho. Só pesadelos. Nem aquela grande estrela consegue me iluminar, nem ela. Nem ela! Só me resta levantar e acender a luz e arrumar outra coisa pra fazer, pois dormir seria impossível. Com toda essa dor, essa insônia e sem o teu beijo? Impossível mesmo.

Faltam 3 horas para o sol nascer, ou para o lado da terra em que estou se virar na direção dele.

escrito por: Linus | @ | |

segunda-feira, agosto 14, 2006


Aleluia


Obrigado por tudo.
Obrigado por existir.
Obrigado por me apoiar.
Obrigado por fazer valer a pena.
Obrigado por estar aqui.

Pois eu realmente não sei o motivo de tanto agradecimento e pra quem. Não tenho nada a agradecer, pois nada foi resolvido. Tudo anda confuso demais, mas o que fazer?

Nada disso importa, tais festas não me agradam, tais pessoas não me satisfazem. Preciso ser abusado, estuprado, assaltado, raptado, traído, humilhado? Assim terei muita coisa pra contar.

Não ligue se não entendeu. Você viverá.

Estou aqui, e é isso que importa!

escrito por: Linus | @ | |


Hanny Saraiva
A Bêbada e o Equilibrista
Djimi



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by: artur quintanilha - 2007
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