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quinta-feira, setembro 07, 2006


Never forget how to dream.


O sol nasceu. Ela se levantou, lavou o rosto e escovou os dentes. Vestiu uma blusa vermelha de lã. Calçou seus sapatos pretos de amarrar e saiu de casa. Nem tomou seu desjejum, pois teve esperança de encontrar alguma fruta no caminho. Árvores ocupavam ambos os lados daquela rua que parecia sem fim e o chão era de paralelepípedos. Havia poucas casas ali naquela região.

Quando o sol estava no topo do céu ela já havia andando dez quilômetros. Quando as pessoas a viam passando pela rua se perguntavam para onde ela iria. Andava de um jeito estranho, pois nada a distraia. Parecia algum maluco que fica horas parado olhando para um determinado ponto. Mas ela só conseguia enxergar uma coisa: seu destino, e era para lá que ela olhava e seguia caminho.

Ela chegou. Não havia mais estrada, não havia mais horizonte. Havia apenas uma parede que se estendia até o universo. Ela fechou os olhos e sentiu algo puxando-a para bem longe dali. Como se ela fosse sugada para um túnel minúsculo. Sentia amor.

escrito por: Linus | @ | |


Hanny Saraiva
A Bêbada e o Equilibrista
Djimi



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by: artur quintanilha - 2007
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