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Terça-feira, Setembro 26, 2006


Puxa vida, Charlie Brown!




Após relembrar de certos momentos de minha infância me sinto um pouco triste. Quando assisto aos desenhos de hoje na tv me pergunto: onde foram parar os Peanuts? Eles eram os melhores do ramo. Eram inocentemente irônicos.

Saudades. Apenas saudades.

escrito por: Linus | @ | |

Domingo, Setembro 24, 2006


Ahn?


Em algum momento da vida pensamos em dizer que estamos cansados de tudo e de todos. Que queremos desistir e que não vale a pena continuar. Jogar as coisas para o alto seria a única solução de recomeçar e enfrentar o desconhecido. Em algumas situações pode até ser válido, mas nem sempre deve-se arriscar adentrar em tal aventura, somente quando não há mais opções.

escrito por: Linus | @ | |

Terça-feira, Setembro 19, 2006


Uma carta sem remetente


Aconteceu quando eu menos esperava. Te conheci e me apaixonei. Foi algo inusitado, eu diria. Nunca pensei que pudesse acontecer comigo e nunca esperava que fosse por alguém como você. Sei que a vida pode nos surpreender, mas nessa vez ela realmente surpreendeu. E foi bom. Fui feliz enquanto estive com você. Sinto saudades, não vou negar e a pior coisa de tudo é que não posso me comunicar com você, diretamente. Tento te acordar através do pensamento e dos sonhos. Tive que me acostumar. Foi preciso. Não consigo esquecer o teu sorriso em nosso último encontro. Você nem imaginava o que poderia acontecer. Eu tinha dito que te amava naquela tarde, assim que disse adeus. Um adeus inoscente, corriqueiro. As pessoas devem tomar cuidado com essa palavra. Sei o quanto você sofreu e sei que me ama.

A morte nunca será uma barreira para nós dois.

escrito por: Linus | @ | |

Sábado, Setembro 16, 2006


I'm lost in the fog


E você mudou. Está mais humilde, mais simpático. Está mais humano!

Eu me lembro, como se fosse ontem, de você dançando aquela música que ninguém naquele lugar gostava, e que, mesmo do seu jeitinho, você arrasou. Com um carinho enorme eu vi que seria uma pessoa para quem eu estaria torcendo e desejando tudo de bom.

Quando eu olho pra trás eu vejo toda a felicidade que poderia ter ocorrido, mas quando olho pra frente vejo todo um novo. Poderia ter valido a pena.

escrito por: Linus | @ | |

Quarta-feira, Setembro 13, 2006


Felicidade



Minha vida em constante mudança. Cada dia que passa sinto uma nova sensação, um novo olhar. Meus sonhos tornam-se mais reais e mais bonitos. Nunca imaginei que tudo isso poderia acontecer comigo. Mudo tudo, e para melhor. Cada pétala presa aos meus braços.

Impossível de aceitar.

A verdade surge de meus pensamentos mais intimos. Meu coração explode em milhares de pedacinhos e se expalham em cada canto do teu sorriso. De qualquer jeito eu posso dizer que o amor é mesmo um sentimento verdadeiro e que me faz ir à luta.

Impossível de ignorar.

Não consigo ouvir mais nada, nem a sua voz. Não consigo ouvir os carros passando, as ondas batendo, as crianças brincando no parque. Só ouço a minha pulsação, e a sua, levemente.

escrito por: Linus | @ | |

Segunda-feira, Setembro 11, 2006


A fofa



Joana passeava pela rua com seu vestido azul. Seus cabelos loiros estavam graciosamente presos à cabeça. Andava como uma modelo na passarela. Sua leveza era magnífica. Seus óculos redondos e grandes protegiam seus olhos dos raios de sol. Era inevitável não perceber sua presença na rua, todas as pessoas a admiravam.

Mal sabiam que ela era uma egoísta. Era vingativa e sem compaixão. Adorava fazer mal às pessoas.

Pra que tanta graciosidade, meu Deus? Quem se importa com isso se ela é uma fofa?

escrito por: Linus | @ | |

Domingo, Setembro 10, 2006


Dreams



A grama nunca esteve tão viva. O campo é imenso, parece ser infinito. Enquanto eu corro tentando alcançar o nunca eu sinto o vento frio bater no meu corpo. Lá em cima eu vejo o mar. É tudo tão estanho.


É o sonho mais estranho.

Quando eu acordo tudo se torna negro e o Mal está sobre mim. O mar dos sonhos torna-se vermelho e quente. O gramado desaparece e vira espinhos de metal.

É a realidade mais estranha.

escrito por: Linus | @ | |

Sábado, Setembro 09, 2006



Daniel passa pela rua Azul e são exatamente cinco e quinze da tare. Ao passar pela casa de chá logo após o banco, ele esbarra em uma mulher. A mulher se chama Júlia. Daniel ainda não sabe, mas ele terá um relacionamento extra-conjugal com ela.

Os dois se conhecem um mês depois. Elisa, mulher de Daniel, dá uma festa em sua casa e, como convidada, aparece Júlia - mãe de uma amiga da filha do casal.


escrito por: Linus | @ | |

Sexta-feira, Setembro 08, 2006


Crucify myself


Silêncio. É proíbido escutar, falar, pensar, respirar, viver. Se você não tem nada importante para mostrar então está proíbido de tais atos. O mundo ficará agradecido, assim como os meus ouvidos que estão cansados de escutar tanta babozeira. Cansei de tanta merda escorrendo pelos céus que um dia já foram azuis. Só vejo o vermelho do desespero.

Condene-se.

escrito por: Linus | @ | |

Quinta-feira, Setembro 07, 2006


Never forget how to dream.


O sol nasceu. Ela se levantou, lavou o rosto e escovou os dentes. Vestiu uma blusa vermelha de lã. Calçou seus sapatos pretos de amarrar e saiu de casa. Nem tomou seu desjejum, pois teve esperança de encontrar alguma fruta no caminho. Árvores ocupavam ambos os lados daquela rua que parecia sem fim e o chão era de paralelepípedos. Havia poucas casas ali naquela região.

Quando o sol estava no topo do céu ela já havia andando dez quilômetros. Quando as pessoas a viam passando pela rua se perguntavam para onde ela iria. Andava de um jeito estranho, pois nada a distraia. Parecia algum maluco que fica horas parado olhando para um determinado ponto. Mas ela só conseguia enxergar uma coisa: seu destino, e era para lá que ela olhava e seguia caminho.

Ela chegou. Não havia mais estrada, não havia mais horizonte. Havia apenas uma parede que se estendia até o universo. Ela fechou os olhos e sentiu algo puxando-a para bem longe dali. Como se ela fosse sugada para um túnel minúsculo. Sentia amor.

escrito por: Linus | @ | |

Fudeu


Despoetizando um pouco: AMEI esse novo layout. Eu que fiz é claro!


Ok. Este post será um pouco diferente dos demais. Só queria mesmo dizer isto aqui:

FUDEU


escrito por: Linus | @ | |

Quarta-feira, Setembro 06, 2006


You can't say no to it


Um homem e uma mulher se conhecem. No ínicio eles não sabem muito o que conversar. Apenas olhos nos olhos. Timidamente um deles murmura uma palavra. Não há toque, não há conversa concreta e que dure mais de 30 segundos.

Quando os dois já se conhecem o suficiente se apaixonam. Não conseguem conversar, apenas se beijar. Não há razão, não há limite. Tudo acaba na cama. Um cigarro logo após.

Quando os dois já se conhecem o bastante e já se acostumaram um ao outro eles conversam. Conversam sobre assuntos diversos, até sobre politica. Não há mais paixão.

Por fim, ou eles terminam ou continuam pra sempre. Pra todo o sempre.

escrito por: Linus | @ | |

Terça-feira, Setembro 05, 2006


Free



Minha voz sumiu, mas mesmo assim tento cantar. Tento fazer com que algum som, algum sussurro, saia de minha boca. Seja expelido. Conjugado, mostrado, carinhosamente daoado. Tento dizer que te amo, que as nuvens falam coisas azuis. Que a vida tem dois lados, o romântico e o racional. Ilusiões, eu digo. Eu realmente desconheco tudo isso.

*Música*

escrito por: Linus | @ | |

Virtuality



Eu tenho uma história pra contar. Ela pode não ser emocionante, nem tediosa. É a história certa para contar em dias frios e que fazem as pessoas ficarem aconchegadas, como se estivessem abraçadas com aquela pessoa querida, que elas tanto amam. Não sei ao certo, mas me parece que pode mudar o mundo. O mundo, não as pessoas.

Quando a música começa, não quero saber mais de nada a não ser de querer contar tal história. Já me perguntei se um dia ela viria, ou se um dia ela estaria perfeitamente pronta. E hoje, eu tive minha resposta. Ela não está pronta, muito menos inacabada. Ela simplesmente existe, e é isso que importa.

É uma história que não possui pontos, maiusculos, minusculos, acentos e regras gerais. Não possui pronuncia, pois não consegui saber identificar qual é. Talvez seja de outro planeta. O autor não sou eu, não é ninguém, não é nem Deus.

Como um conto de fadas. Como uma mágica, transcrita em palavras fáceis, voando sobre nossas cabeças e que ninguém consegue explicar, somente duvidar. É a história mais complicada de todos os tempos. Acontece o tempo todo. Não há livro que a comporte. Não há coração que a aguente.

É triste, é feliz. É tensa e corrida.

Mas se você chegar pra mim e perguntar se ela tem um fim, eu poderei responder: sim, pode ser agora ou pode ser sempre. Sempre. Sempre.


And I say that "life" is everything, but can you see "it"?

"Era uma vez...e aqui jaz..."

Eu tento segurar o mundo inteiro com meus braços fracos e inúteis. Eles realmente são inúteis ou fazem alguma diferença? O que vale é tentar. Por isso eu continuo tentando segurá-lo. O peso poder ser insuportável, mas se eu não fizer, quem poderá fazer?


And I say that "life" is everything and that's why WE are here

escrito por: Linus | @ | |

Segunda-feira, Setembro 04, 2006


Vermelho



Em questões de segundos todo o chão desaparece. Agora só se vê água. Água cristalina, limpa e refrescante. Só vejo o reflexo do céu vermelho, nada mais. Não há onde pisar.

Nasce uma flor na água. Uma flor vermelha. Seu cabo é invisivel, porém sensível. Ela consegue se destacar de tudo e de todos. O reflexo continua inexistente.

Vida?

escrito por: Linus | @ | |

Sábado, Setembro 02, 2006


Waltz for the flowers


Eu imaginei que sonhava que estava em cima de uma nuvem vermelha. E nela haviam duendes maiores que eu. Eles usavam gorros azuis e vestimentas amarelas. Sua língua era Italiana, mas tinham aparência de orientais. Depois imaginei que olhava para um lado e via uma civilização inteira de duendes em cima de nuvens. Parecia uma cidade. Ela se estendia horizontalmente e depois subia, chegando a ficar vertical até virar de cabeça para baixo. Suas casas eram árvores que ficavam em cima de nuvens bem grandes e fofas e rosas.

Queria poder imaginar que tudo isso fosse algo em que eu não pudesse imaginar.

escrito por: Linus | @ | |

Sexta-feira, Setembro 01, 2006


Lunatic


Veja o lunático com sua bandeira colorida. Ele passeia por toda cidade e já levou dezenas de tiros. Ninguém se importa realmente. Ninguém.

Ele tenta se equilibrar com suas mãos enquanto suas pernas tentam falar.

escrito por: Linus | @ | |


Hanny Saraiva
A Bêbada e o Equilibrista
Djimi



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by: artur quintanilha - 2007
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